quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Lutemos por Nossa Independência.

Há cento e noventa e quatro anos o Brasil, por meio de deu primeiro Imperador, conquistava sua independência política. O processo, porém, não foi tão pacífico como muitos pensam. Foram muitos os conflitos, inclusive armados, entre portugueses e brasileiros. Mas, no final das contas, nos tornamos uma nação independente.
Em todo o sete de setembro, temos as paradas cívico-militares que relembram o fato. O sentimento de civismo e patriotismo emana de nosso povo que, entusiasmado, aplaude, particularmente, as Forças Armadas durante os desfiles. O orgulho de sermos brasileiros se renova: somos um país livre.
Entretanto, por mais que tenhamos conquistado nossa liberdade política, estamos perdendo nossa liberdade civil individual. A República, permeada de golpes e crises, mostrou-se uma Hidra que devora tudo o que nos faz livres. Este processo torna-se mais flagrante com o advento da chamada Nova República que, com sua Constituição, arranca as liberdades do indivíduo e fortalece cada vez mais o Estado Brasileiro. Somos livres como nação; mas não somos como cidadãos.
As últimas duas décadas, pelo menos, foram responsáveis por transformações cada vez mais profundas na vida de nossa sociedade. Mas essas mudanças são lentas e progressivas. Na verdade, sequer percebemos que elas estão ocorrendo. A intromissão estatal na maneira com a qual conduzimos nossas vidas é por demais presente. Como exemplo, podemos citar a engessada CLT, que retira do trabalhador o mais importante de seus direitos: o de cobrar o que quiser pelo seu trabalho. Com ela, o empregado é obrigado a descontar de seu salário coisas como a contribuição sindical, FGTS, previdência oficial e outras obrigações. Assim, tem metade de seu salário dado ao Estado. E ele não pode escolher ou não se quer esses "direitos".
Na questão da educação, a coisa é ainda mais profunda. Os pais perderam o direito natural de educar seus filhos de acordo com suas crenças e valores. Este papel cabe agora ao Estado que impõe coisas absurdas como ideologia de gênero e propaganda marxista. E o pai que reclamar na escola pode ter seu filho recolhido aos famigerados Conselhos Tutelares.
Legisla-se sobre tudo. Virtualmente todos os aspectos de nossa vida social estão previstas em lei. Isso enfraquece as relações humanas e judicializa situações que antes eram resolvidas dentro da própria comunidade ou entre os vizinhos. E a vida seguia.
O Estado brasileiro atua com viés ditatorial. Quer impor e regular instituições que são anteriores a ele, Aliás, instituições que são responsáveis pela sua existência. Não o contrário. A família, por exemplo, é anterior ao Estado; no entanto, ele a regula como se fosse criação sua.
Comemorar a independência do Brasil nos desperta o civismo, o patriotismo e o amor à liberdade. Ela exigiu luta e coragem, atributos esses que são ainda mais exigidos quando lutamos pela nossa independência individual que o Estado, com o discurso de preservá-la, a destruiu.


Um comentário:

  1. É uma profunda inversão de valores mesmo. Conselhos tutelares sendo acionados quando um pai de família quer dar uma educação decente aos filhos, enquanto se faz vista grossa para o trabalho infantil em condições degradantes e o uso de drogas. O uso do termo "educação" para se referir à instrução formal escolar já é por si só um erro, e uma porta de entrada para ideologias nefastas disseminadas através do aparelhamento das escolas. O mais irônico disso tudo é que muitas das táticas hoje usadas para subverter o Ocidente eram até criminalizadas na União Soviética, como a questão do homossexualismo e "ideologia de gênero".

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