segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O Sul (também) é o Meu Brasil.

Muito tenho visto grupos de pessoas defendendo a causa "o  Sul é o meu país". Seja nas redes sociais ou em grupos do WhatsApp, tem sempre alguém dizendo aos quatro ventos: "nós não somos brasileiros", "cansamos de sustentar o nordeste" ou "com o Sul livre, teríamos um sistema totalmente novo". A argumentação é enlatada e despida de qualquer embasamento mais aprofundado. Seria o Sul assim tão diferente do restante do Brasil?
Para tentar lançar alguma luz a esta questão, convém levantarmos alguns aspectos relativos a este questionamento para que possamos ter uma ideia mais precisa sobre a alegação de que "o Sul não é o Brasil e por isso precisamos da independência". Para tanto, veremos alguns elementos que compõem os aspectos históricos, psicossociais, econômicos e políticos da região.

Aspectos Históricos

O território que atualmente compõe a Região Sul do Brasil foi, assim como todo o restante do país, ocupado por populações indígenas que, à época da chegada dos europeus, viviam no paleolítico. Sequer tinham passado pela revolução agrícola que caracteriza o período neolítico e a consequente transformação das tribos de nômades para sedentárias, fator fundamental para que surja a noção de nação. Esta situação será transformada com a chegada dos europeus ao Novo Mundo que, por terem uma civilização superior, acabam impondo sua cultura. Alguns grupos indígenas são exterminados, outros se integram aos novos exploradores que chegam do oeste.
Naquele período, início do século XVI, duas potências reivindicam a posse das terras descobertas: Portugal e Espanha. O Tratado de Tordesilhas divide  o continente recém descoberto entre os dois reinos e as terras da Região Sul do Brasil ficam praticamente sob domínio espanhol. Despida de maiores riquezas (como ouro e especiarias) a ocupação deste espaço geográfico é relegada a um segundo plano tanto por espanhóis quanto por portugueses. Porém, as condições físicas de relevo, clima e vegetação irão favorecer a criação do gado bovino. Os indígenas servirão de mão de obra para as instalações agrárias e mineiras do atual sudeste e nordeste brasileiro.
A fronteira imposta por Tordesilhas cai quando, em 1580, acontece a unificação da Península Ibérica. Sob domínio espanhol, Portugal passa a vassalo da Espanha, situação que irá durar até 1640. Esta situação irá permitir que os colonizadores portugueses avancem sobre o interior do Brasil e comecem a fundar novos núcleos populacionais. É em busca de mão de obra e de novas riquezas que surge a figura do bandeirante paulista que irá efetivamente ocupar a região através das Entradas e Bandeiras.
São os paulistas que irão trazer aos estados do Sul as condições necessárias para que surjam as primeiras vilas e cidades. Posteriormente, a chegada de imigrantes Portugueses, entre eles os açorianos, irá povoar ainda mais a região, especialmente as cidades próximas ao litoral como Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. Estes imigrantes irão se somar aos bandeirantes paulistas na ocupação territorial. São eles que trazem as primeiras cabeças de gado e técnicas de manufatura.
Os bandeirantes, principalmente, são os percussores da produção pecuária e irão se estabelecer em estâncias e charqueadas, cujo objetivo é o fornecimento de alimento para as regiões das minas e de produção de açúcar. Assim, temos que grande parte da tradição da lida com o gado vem dos paulistas. Ela não é autóctone. Analogamente, a música e a cultura do sul irão se desenvolver com bases fortemente portuguesas, assim como a agricultura. Os elementos de italianos, alemães, poloneses e ucranianos irão se incorporar a ela, mas isso apenas no século XIX.
A única exceção a este processo de ocupação territorial se dá nas reduções jesuíticas de Guaíra e dos Sete Povos das Missões. Os jesuítas, a serviço da coroa espanhola, irão fundar cidades e assentamentos populacionais que diferem do modo português. Entretanto, as missões sucumbem à força militar portuguesa que também será responsável pela expulsão dos espanhóis que ocupavam a área. Os limites territoriais que temos atualmente são frutos diretos deste conflito que teve como partícipe os bandeirantes paulistas e seus descendentes.
A colônia dos estados do Sul foi do tipo "de exploração", exatamente como acontecia no restante do Brasil. A diferença é que, por imposições geográficas, a atividade econômica desenvolvida era subsidiária quando comparada ao lucro gerado pelos engenhos de açúcar e pela produção mineira.
A mão de obra era, também, escrava. O objetivo da produção do charque era, principalmente, abastecer o sudeste e o nordeste. Ironicamente, grande parte do desenvolvimento que a região Sul atinge advém dos recursos financeiros que eram aportados pelo nordeste e sudeste do Brasil. Não havia mercado interno suficiente para manter o Sul autossuficiente.
Com a independência do Brasil, o governo imperial percebe a dificuldade da ocupação do território do Sul, carente de recursos minerais e com um clima desfavorável à produção de culturas tropicais. Inicia-se, assim, o processo de colonização através da imigração, estimulado pela corte. No início do século XIX chegam os primeiros imigrantes alemães (fugindo da crise provocada pelo processo de unificação alemã e transição do período feudal para a sociedade industrial) e, no final daquele século, os italianos.
Esta leva de imigrantes faz com que surjam pequenos focos de uma colonização de povoamento. São eles que trarão as primeiras manufaturas e desbravarão as terras mais inóspitas, especialmente as regiões serranas. Entretanto, este não é um fenômeno exclusivo da região. Por todo o país, levas de imigrantes europeus das mais diversas nacionalidades aportam ao país em substituição à mão de obra escrava.
As regiões que irão servir de morada para esta população rapidamente atingem um bom nível de desenvolvimento. Afinal, além da mão de obra, o imigrante europeu trouxe consigo modernas técnicas agrícolas e de produção manufatureira. Aos poucos, surge um mercado interno e as regiões ocupadas por estes imigrantes passam a experimentar um surto de desenvolvimento. Isso, como dito, não é uma exclusividade da região Sul. São Paulo, Minas Gerais e algumas partes do Nordeste também experimentam algo parecido.
A formação histórica do Sul do Brasil, apesar de algumas características próprias, pouco difere do restante do Brasil. A base de sua sociedade está na colonização portuguesa de exploração com alguns elementos diferentes, como a chegada dos imigrantes e a luta mais contundente contra os espanhóis. Estes elementos, porém, não são suficientes para que possamos dizer que "o Sul não é o Brasil".

Aspecto Psicossocial

A formação histórica da população sulista faz com que sua cultura e tradição tenham algumas características próprias. A influência da imigração europeia é mais sentida nas manifestações artísticas e folclóricas. Esta, porém, não é majoritária ou decisiva. Ela vai se misturar aos aspectos culturais portugueses para criar o que conhecemos como cultura sulista. Apesar de ser um pouco diferenciada em relação ao restante do país, sua cultura é muito influenciada por seus elementos.
O idioma falado pelos habitantes da região é o português. Embora apresente alguns vocábulos próprios e sotaque característico, a estrutura linguística em nada se difere do restante do país. Estas pequenas variações não são, todavia, exclusivas aos sulistas. Com efeito, cada região brasileira possui suas diferenciações linguísticas mas nenhuma delas pode ser caracterizada como um dialeto próprio. No geral, o idioma é estável em todo o território nacional e é fator decisivo para a definição da nacionalidade brasileira da qual os habitantes do sul do Brasil, quer queiram ou não, fazem parte.
A formação religiosa da região Sul é majoritariamente cristã, de origem Católica. Assim como acontece no restante do país, há a ocorrência das religiões de matriz africanas e espírita, bem como outros grupos minoritários. A formação da identidade de um povo está profundamente vinculada com a sua religião. Neste aspecto, novamente, em nada os sulistas se diferem do restante dos brasileiros. Pelo contrário.
Apesar da ocorrência mais significativa dos imigrantes europeus nessa região, a formação étnica de sua população é miscigenada. O negro, o índio e o branco são os responsáveis pela sua caracterização. O fato de a etnia europeia ser relativamente mais dominante ao sul do Brasil quando comparada ao restante da população nacional não é argumento suficiente para que esta se desprenda daquela. As influências desta miscigenação é sentida nas manifestações culturais, artísticas e na própria estrutura do vocabulário do idioma,  como ocorre com o restante do Brasil.
No geral, há muito mais semelhanças do que diferenças entre os sulistas e o restante da população. Aliás, a expressão "sulistas" só é válida para se determinar a localização geográfica desta população, não um grupo populacional separado em si. O padrão de vida desta região segue o que acontece no restante do país, embora tenha maior desenvolvimento quando se faz uma comparação com as regiões Norte e Nordeste. Isso não é, de maneira alguma, justificativa válida para se alegar que os habitantes da região Sul "não são brasileiros", como querem os separatistas. Se hoje o desenvolvimento econômico e social se mostra maior nesta região lembremos que, em outro momento histórico, era o Nordeste brasileiro a região mais desenvolvida do país.
Os problemas apontados pelos separatistas, com o argumento de que "com a independência, tudo será diferente pois se começaria do zero" não tem base de sustentação. Isso decorre do fato de que, antes da atuação política propriamente dita, é preciso uma sólida formação intelectual da população. E isso o Sul não tem, como o Brasil não tem.
No final, o "país do Sul" cairia nos mesmos problemas que enfrenta atualmente, posto que não há qualquer retaguarda de alta cultura que possa sustentar e promover as mudanças necessárias para que os problemas atuais sejam solucionados. Igual situação ocorre em todo o Brasil.
Não há, pois, elementos suficientes para que possamos dizer que o Sul seja um país diferente e desligado do restante do Brasil.

Aspectos Econômicos

O grande argumento dos separatistas é a de que o Sul sustenta o restante do país, principalmente o Nordeste. Esta afirmativa, além de falsa, demonstra total desconhecimento sobre a estrutura econômica e tributária do Brasil. O grande problema aqui é a centralização excessiva de poder na União. E isso atinge todos os estados membros da federação. Esta centralização acentua-se de maneira exponencial após o golpe republicano, que colocará na direção do país, os grupos oligárquicos de Minas Gerais e São Paulo.
Ainda, a influência positivista dos golpistas tendeu a uma centralização efetiva. A inspiração para a República do Brasil foram os EUA. Entretanto, as diferenças de formação entre os dois países é abissal. De fato, a autonomia que as províncias tinham à época do Império foi suprimida pela República, que transformou cada estado brasileiro em refém da boa vontade do governo central.
A produção econômica do Sul do Brasil não é tudo aquilo que pensam os separatistas. Sua base segue sendo a produção agroindustrial e de serviços. Embora a região tenha passado, nas últimas décadas, por uma diversificação de sua matriz industrial, notadamente no setor metal-mecânico, ainda não pode fazer frente à produção industrial do sudeste brasileiro.
Os recursos naturais são limitados ao extrativismo vegetal e produção madeireira, extração de carvão e pedras semipreciosas. Não há reservas consideráveis de petróleo, metais preciosos, ferro, alumínio, cobre ou outros minerais que possam sustentar a indústria de base. Assim, quase a totalidade da matéria prima necessária vem de outras regiões do país ou do exterior. A indústria química de fertilizantes, fundamental para a vocação agropecuária sulista, não apresenta desenvolvimento suficiente para atender a demanda do mercado interno. Ademais, a matéria prima necessária para a produção destes componentes químicos vem de fora.
A produção energética da região vem da hidrelétrica de Itaipu, usina binacional construída pelo governo federal ainda durante os governos militares. A ocorrência de usinas termelétricas a gás depara-se com a necessidade de se importar o combustível. Com relação àquelas movidas a carvão, o baixo poder calorífico do material extraído das minas da região, diminui a eficiência e encarece a produção. Por fim, há nos últimos anos, o surgimento dos parques eólicos que, porém, não são capazes de atender a demanda de um parque industrial necessário para que ocorra o desenvolvimento da região. A dependência do Sul em relação às outras regiões do Brasil é muito grande para ser desconsiderada e seu mercado interno não tem capacidade de absorver ou gerar a riqueza.
O parque industrial sulista, porém não é desprezível (como alguns podem estar pensando). Ele apenas não é capaz de fazer frente ao que produz o sudeste. Ademais, os pólos de desenvolvimento, como o pólo naval de Rio Grande, existem por conta do investimento federal e de mão de obra de fora da região. Este parque, ainda, carece de indústrias de alta tecnologia, fruto da carência de recursos humanos capacitados.
A produção científico-tecnológica da região é pífia quando comparada ao restante do Brasil (que também é pífia). Os centros de desenvolvimento tecnológico são mantidos pela União. A iniciativa privada praticamente não participa deste processo. Isso ocorre em todo o Brasil. A exceção é o estado de São Paulo que, apesar de também ter poucos centros de desenvolvimento de origem privada, consegue manter uma rede de ensino superior estadual de destaque no âmbito brasileiro.
Sem a geração de conhecimento e o desenvolvimento das engenharias, não há sociedade que se desenvolva. E o que vemos no Sul é o mesmo que vemos no restante do país: faculdades que têm por objetivo formar militantes políticos e técnicos. A pesquisa e o desenvolvimento são relegadas a um terceiro ou quarto plano.
Além disso, assim como acontece em todo o país, a população sulista já está impregnada pelo pensamento de que "o Estado deve me sustentar". Não há mais a noção de que o cidadão é que é o responsável pelo seu sustento. Para isso, ele precisa de um emprego e este emprego não pode ser responsabilidade estatal. Cabe a iniciativa privada criar postos de trabalho, mas com a pesada legislação tributária e uma legislação trabalhista que emperra toda e qualquer tentativa de se gerar empregos, fica difícil. E o pensamento do povo sulista é idêntico ao do restante to país: taxar fortunas, taxar empresas, trabalhar menos e ganhar mais. Esta é a fórmula do fracasso.
O acúmulo de capital nas mãos dos empreendedores é o grande responsável pela criação de empregos e consequente distribuição da riqueza. Não vejo, entre os separatistas, pensamento neste sentido. Ou seja: independente, o Sul cairia nos mesmo erros que vêm sendo cometidos desde o início da República.

Aspectos Políticos

Querer a independência de qualquer região do Brasil fere a legalidade. A previsão constitucional não contempla a possibilidade de uma secessão. Nem a CF de 1988 e nem outra. Desta forma, promover a separação do Sul do país é, antes de mais nada, incitação ao crime.
Para que determinada porção territorial de um país pleiteie sua separação política, é preciso que ela possua algumas características que embasem a decisão e tornem a demanda válida. Um Estado Nacional se define por seu território, povo, fronteiras, autodeterminação, soberania e sistema de governo. Os estados membros da federação possuem todas essas características, com exceção da soberania. Em teoria, as unidades federativas são autônomas, mas não soberanas.
O problema atual do Brasil não se dá pela necessidade de soberania de seus estados, mas pela falta de autonomia. A concentração de poderes na União, como já explorado, sufoca e controla, de maneira opressiva, os demais entes federativos. A conquista (ou reconquista) desta autonomia é que deveria ser objeto de reclamação, pois nenhum estado tem condições de sustentar uma soberania.
Esta conquista precisa estar estribada na existência de Forças Armadas capazes de assegurarem a própria existência do novo Estado criado. Esta situação é inviável devido à coesão das Forças Armadas brasileiras. Em tempos passados, as condições para uma separação das forças militares era mais favorável. Entretanto, o movimento de 1964 foi o responsável por, efetivamente, unificar as diversas correntes de pensamentos que existiam dentro da caserna. Pela primeira vez na Historia, as Forças Armadas brasileiras passaram a seguir coesas e com inegociável compromisso da manutenção do Brasil como um país unido.
A independência política do Sul do Brasil não traria, como muitos acreditam, um sistema totalmente novo, "criado do zero". A cultura política dos sulistas é a mesma dos demais brasileiros. A elite partidária e intelectual da região apenas ecoa o que acontece no país. O que temos aqui é o domínio geral da ideologia de esquerda, mesmo ao arrepio da vontade popular. Estas características são as mesmas que observamos em todo o Brasil. Não há diferenciação. O que há são grupos de pessoas insatisfeitas que, por desconhecimento, ingenuidade ou canalhice mesmo, propõem a independência de uma região do país, mas são incapazes de se organizar politicamente para que a estrutura de governo seja modificada.
Assim, os mesmos vícios que são cometidos hoje passariam a ser cometidos pelo "Sul independente". O centralismo administrativo, econômico, político e cultural seguiria o mesmo. A agenda da esquerda mundial continuaria sendo seguida e os problemas que hoje enfrentamos não seriam solucionados. Isso decorre do fato que a cultura política e sua elite na região Sul em nada se difere das demais.
Sem que percebam, os separatistas são apenas massa de manobra para a esquerda como um todo que, por ser coletivista e globalista, abomina a soberania entre as nações. Para isso, fomenta movimentos que criam tensões na sociedade justamente para que a centralização dos poderes seja cada vez mais justificada. Acreditar que tudo será modificado e construído do zero sem a existência de uma elite cultural, política e partidária comprometida e alinhada com as medidas que precisam ser feitas é como construir uma mansão sobre alicerces de isopor. A queda é apenas uma questão de tempo.

Conclusão

Num cenário de conquista da independência, o Sul caminharia para se tornar um país com características tão semelhantes ao que temos no Brasil, que não é inteligente e nem viável que algo deste tipo aconteça. As dificuldades encontradas seriam de tal monta que a pretensa jovem nação não teria como se sustentar.
É preciso entender que a região é muito dependente do restante do país. Sua formação histórica, as características de sua população, sua economia e política estão ligadas de tal maneira ao Brasil que é inconcebível que se queira alegar que se tratam de dois países diferentes. Por suas dimensões continentais, dificuldade de ocupação do território, características da colonização lusitana e da política imigratória adotada, cada região do país desenvolveu características peculiares. Entretanto, estas não são suficientes para que se deduza que temos, dentro do território brasileiro, regiões que não sejam brasileiras.
O último pedaço do Brasil que adquiriu sua independência foi a Província Cisplatina. Porém, mesmo com a proximidade territorial e relativa semelhança cultural do atual Uruguai com os estados do Sul (notadamente o Rio Grande do Sul), há uma série de diferenças no processo de colonização, política, economia e formação de seu povo que justificaram sua saída e consequente independência.
Mesmo a Revolução Farroupilha não foi capaz de manter um estado soberano ao sul do Brasil. Esta, aliás, não tinha caráter separatista. Sua independência veio por precipitação do general Neto e pela fragilidade institucional do Período Regencial, algo que desaparece com a coroação de Dom Pedro II. Foi uma luta por autonomia que, ao final, acabou atingindo seus objetivos.
Portanto, alegar que ser sulista não é ser brasileiro é desconhecer sua própria história e as características que moldaram e moldam a região. O Brasil é um país heterogêneo em muitos aspectos, mas é justamente estas diferenças que nos identificam como nação.
Não precisamos de uma "República do Sul". Precisamos, isso sim, lutar pela autonomia que a república tirou de todos os estados. As relações entre os entes federativos precisa ser revista para que, de fato, nos tornemos uma federação. E em nenhum momento da história fomos mais federativos do que quando estávamos no regime monárquico.
Por fim, fica evidente que, ao contrário do que muitos acreditam, o Sul é muito mais brasileiro do que se pensa.




Um comentário:

  1. Belo trabalho Lenilton!
    Muito bem feito e esclarecedor!
    Digno de ser apresentado constantemente em academias militares e em universidades (de verdade).
    Envie-o aos separatistas, quem sabe "cai a ficha" deles...
    Sds.
    Clovis

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