quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Bonecos de Ventríloquo

Aqui vamos nós, de novo. Escolas ocupadas em protesto "pela educação", ocupações justificadas porque "a escola é dos estudantes". Não, não é. A escola pública, seja de que nível for, é propriedade exclusivamente dos pagadores de impostos. De ninguém mais. Nós é que estamos pagando para que um espaço que deveria instruir nossa juventude esteja, agora mais abertamente, formando militantes políticos. É do nosso bolso que sai os salários dos "professores" que apóiam esses movimentos. Professores que deveriam pagar para usar este adjetivo e serem presos por corrupção de menores.
Quanto aos estudantes... Bem, eles são apenas vítimas. Buchas de canhão utilizadas pela esquerda para promover sua ideologia falida e rejeitada. São jovens ingênuos e analfabetos que falam com desenvoltura sobre planejamento estratégico de políticas educacionais, orçamento e arrecadação de impostos. Estes jovens nada produzirão de concreto para contribuir com o desenvolvimento de nosso país. Deste grupo, apenas sairão políticos, artistas e novos intelectuais prontos a lançar seus esporos em uma nova safra de mentes inocentes. São vírus, prontos a se replicar e sugar a parte produtiva da sociedade.
Alguns poderão dizer que os jovens que ocupam as instituições de ensino são alienados e doutrinados. Isso é uma meia verdade. Alienados, sim. Doutrinados, não. Nossos estudantes já estão passando por um processo de pós-doutrinação que poderíamos chamar de aculturação. Afinal, doutrinar significa confrontar idéias e valores antagônicas com o favorecimento explícito daquela que se deseja. Não é o que vemos nas cadeiras escolares. O que temos é a inserção do jovem em uma nova cosmovisão marxista que vai influenciá-lo pelo resto de sua existência. 
A capacidade de raciocínio lógico é completamente aniquilada e substituída pelo dogmatismo da esquerda que não admite questionamento. E, quando confrontado, já tem as respostas prontas: "você é fascista, filhote da ditadura, burguês", etc. Outro estratagema bastante difundido é a simples fuga: ignorar a disputa e jamais discutir com alguém que possua ideias diferentes das suas. Ora! Quem pode saber mais que o deus Marx e seus anjos e santos, os professores?
Um exemplo recente é o caso da estudante Ana Júlia Ribeiro, discursando na Assembléia Legislativa do Parana em favor das ocupações e "emocionando" a audiência. A jovem foi catapultada à condição de intelectual pela mídia brasileira. Entretanto, o que se viu e ouviu de seu discurso nada mais foi do que um texto muito bem decorado. A estudante, sem perceber, era apenas um boneco repetindo tudo o que seu mestre mandava. Nada mais do que isso. "Suas mãos estão sujas de sangue", disse ela aos deputados, imputando-lhes a culpa pela morte de Lucas Mota dentro de uma escola ocupada. 
Aninha aprendeu bem a lição: acuse-os do que você é. Na verdade, não aprendeu: apenas seguiu o dogma que a religião marxista impôs à sua mente vazia. E faz questão de dizer que "não somos doutrinados"... 
O que vemos e ouvimos ultimamente dos jovens que ocupam escolas, colégios e instituições de ensino superiores ou participa de qualquer manifestação organizada por sindicatos e entidades de classe nada mais são do que bordões, slogans, frases prontas e respostas automáticas aprendidas em sala de aula. Cada vez que um estudante discursa em favor das ocupações, não é a ele que ouvimos, mas a seu professor. Este está controlando sua mente e usando sua voz para espalhar a ideologia nefasta que defende. Ele se torna um verdadeiro controlador e manipulador mental. 
A vítima, sequer consegue perceber. Afinal, seu mundo gira exclusivamente em torno do que seus mestres lhe mostraram e seu horizonte de conhecimento limita-se aos portões da faculdade que cursa. 
A educação só é solução quando ela é independente. Na atual estrutura, ela é a principal causa do problema.




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